Família Aguiar: esposa de PM acusado por desaparecimento é impedida de se aproximar do enteado

  • 03/07/2026
(Foto: Reprodução)
Após denúncia, polícia volta a fazer buscas por corpos de família desaparecida no RS A Justiça do Rio Grande do Sul aceitou o pedido do Ministério Público (MP) para medida protetiva contra a madrasta do filho da Silvana Aguiar com o policial militar Cristiano Domingues Francisco, principal suspeito pelo desaparecimento da família Aguiar, que não é vista há mais de 5 meses. 🔎 Silvana de Aguiar, 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, não são vistos desde 24 e 25 de janeiro. A família é de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A polícia vê como remotas as chances de encontrá-los com vida, por isso o caso é tratado como duplo feminicídio e um homicídio. Esposa de suspeito tentou apagar evidências do uso de IA em áudios simulando voz de vítima, diz polícia Veja o papel de cada denunciado e entenda os crimes apontados pelo MP Cristiano Domingues, esposa e irmão são denunciado pelos desaparecimento e assassinato da família Aguiar Com a decisão, Milena Ruppenthal Domingues está proibida de se aproximar do menino. Ela é ré no processo, acusada de participação nos feminicídios Silvana e Dalmira e no homicídio qualificado de Isail, além de ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa, furto qualificado e falso testemunho. A defesa de Milena já apresentou um pedido de revogação das medidas cautelares de afastamento. O requerimento argumenta que se passaram 128 dias entre o desaparecimento e o pedido do MP e, nesse meio tempo, não teria havido "qualquer fato novo ou elemento superveniente que demonstre situação atual de risco à integridade do menor". (Leia a íntegra abaixo) 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O que diz a defesa de Milena Ruppenthal Domingues "A defesa já apresentou pedido de revogação das medidas cautelares de afastamento, em razão da ausência de contemporaneidade e de urgência da medida, pois os fatos narrados e utilizados para sustentar o pedido de medida protetiva remontam aos dias 24 e 25 de janeiro, contudo, o Ministério Público somente veio a pleitear a medida protetiva em 01/06/2026, após o decurso de 128 dias, sem a indicação de qualquer fato novo ou elemento superveniente que demonstre situação atual de risco à integridade do menor. Tal circunstância fragiliza a alegação de necessidade da medida extrema, especialmente porque não houve, nesse período, qualquer notícia de condutas violentas em face do menor ou agravamento da situação fática. Assim, a pretensão ministerial carece de fundamentação concreta e atual, não se prestando a justificar o afastamento, medida que deve ser sempre excepcional e estritamente vinculada à efetiva proteção do menor, o que não se verifica no presente caso. Assim, a defesa sustenta que os autos não contêm elementos inequívocos de violência doméstica e familiar praticada ao infante Cassiano, sendo frágeis os indícios de violência em grau de terceiros que justifique a intervenção penal com aplicação de medidas protetivas que poderão desencadear em prisão preventiva, somado ao fato de que o menor não integra como vítima em nenhuma dos delitos que Milena foi denunciada. O órgão ministerial se utilizou de alegações genéricas, desprovidas de lastro concreto, fundadas essencialmente na gravidade abstrata dos fatos imputados, bem como na invocação de um suposto risco ao menor, sem a devida demonstração de elementos fáticos específicos que o sustentem. Portanto, a defesa aguarda a decisão judicial acerca do pedido de revogação das medidas de afastamento de Milena e o menor." O que diz a advogada dos parentes dos desaparecidos "Informo que o Ministério Público distribuiu uma medida protetiva baseado na lei Henry Borel contra a Milena em favor do Cassiano tramitando na 2ª Vara Criminal da Comarca de Cachoeirinha. Ainda não tivemos acesso ao teor da medida do MP, pois pedimos habilitação e não fomos cadastrados. Pelo que consta no andamento, a medida foi concedida, mas, por respeito ao menor e ao sigilo, não podemos confirmar ou detalhar o conteúdo. Seguimos à disposição." Denúncia anônima retomou buscas por corpos Após uma denúncia anônima, equipes da Polícia Civil voltaram a realizar buscas pelos corpos de Silvana, Isail e Dalmira. De acordo com as autoridades, a denúncia apontava que os corpos estariam na região da Estrada do Paquetá, em Canoas. As buscas com auxílio de cães farejadores foram encerradas às 15h15 desta terça (30), sem sucesso em localizar os corpos. O processo criminal que avança na Justiça do Rio Grande do Sul está na fase de resposta à acusação por parte das defesas. De acordo com o Tribunal de Justiça do RS, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, ex-marido de Silvana e principal suspeito, segue preso. A atual esposa dele e o irmão, que também são réus, respondem ao processo em liberdade. O principal suspeito é o policial militar Cristiano Domingues Francisco, ex-marido de Silvana. Ele responde por oito crimes: dois feminicídios (de Silvana e Dalmira), um homicídio qualificado (de Isail), além de ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa, falsidade ideológica, furto e abandono de incapaz. LEIA TAMBÉM : Ouça áudios gerados por IA que PM suspeito de matar ex-mulher usou para atrair e assassinar os pais dela Vítima chamou ex-marido PM de 'psicopata' em áudio antes de desaparecer Áudios, vídeos e geolocalização permitem reconstrução do final de semana do desaparecimento Cristiano Domingues Francisco, suspeito no desaparecimento da família Aguiar Renan Mattos / Agencia RBS Silvana Germann de Aguiar, Dalmira Germann de Aguiar e Isail Vieira de Aguiar Imagens cedidas/Polícia Civil VÍDEOS: Tudo sobre o RS

FONTE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/07/03/familia-aguiar-esposa-de-pm-acusado-por-desaparecimento-e-impedida-de-se-aproximar-do-enteado.ghtml


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