Perícia de lesões, quem tinha a guarda e possível tortura: o que falta saber sobre caso de menina de 4 anos que chegou morta a UPA no RS

  • 19/08/2026
(Foto: Reprodução)
Polícia Civil do RS investiga morte de menina de 4 anos em Porto Alegre A morte de Samylle Valentina Borba Ramiro, de 4 anos, é alvo de uma investigação da Polícia Civil em Porto Alegre. A criança foi levada já sem vida para a UPA Bom Jesus, na Zona Leste da capital, na madrugada de segunda-feira (17), e os profissionais de saúde que a atenderam identificaram posíveis sinais de violência pelo corpo. As circunstâncias do caso ainda estão sendo apuradas. A investigação também busca identificar o que provocou os ferimentos. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Nesta reportagem, o g1 mostra o que se sabe e o que falta saber sobre o caso: Quem era Samylle O que aconteceu Quais marcas foram encontradas O que a polícia investiga O que disse a tia Quem são os suspeitos Como era a guarda da criança O que falta saber Quem era Samylle Samylle Valentina Borba Ramiro, menina de 4 anos que morreu no RS Reprodução A vítima foi identificada como Samylle Valentina Borba Ramiro, de quatro anos. Ela tinha uma irmã de 9 anos e era acompanhada por órgãos de proteção à infância desde 2025. O que aconteceu O caso aconteceu na madrugada de segunda-feira (17). Segundo a investigação, a criança foi levada à UPA Bom Jesus, na Zona Leste de Porto Alegre, por uma tia. Quando chegou no local, a criança já não tinha sinais vitais. Ao constatar o óbito e observar lesões compatíveis com agressão, a equipe médica acionou a Brigada Militar. O corpo foi encaminhado para perícia. Quais marcas foram encontradas De acordo com relatos repassados à polícia, Samylle apresentava diversas manchas roxas pelo corpo. Os ferimentos estavam concentrados principalmente na cabeça, nas pernas e nas nádegas. Profissionais de saúde também comunicaram à polícia a suspeita de violência sexual em razão do tipo de lesões identificadas. O que a polícia investiga A principal linha de apuração considera a possibilidade de agressão física. Os investigadores tentam determinar se a menina foi vítima de maus-tratos, espancamento ou tortura. Os laudos periciais devem indicar se os ferimentos foram causados por violência e se há relação direta entre essas lesões e a morte. O que disse a tia A mulher que levou Samylle à unidade de saúde prestou depoimento e foi liberada. A delegada relata que a tia afirma que, quando chegou em casa após o trabalho, a menina estava saindo do banho e apresentava lesões pelo corpo. Ela teria questionado seu companheiro e os dois tiveram uma discussão. "A menina foi para o quarto dormir. Quando a tia passou, a menina estava na cama, dormindo. Viu que ela apresentava uma espuma pela boca, como se estivesse convulsionando”, conta a delegada. Segundo testemunhas, o companheiro da tia da criança também esteve na UPA, mas foi embora em seguida. Quem são os suspeitos Até a publicação desta reportagem, a Polícia Civil afirma que não há suspeitos formalmente apontados no caso. Os envolvidos são tratados como testemunhas enquanto a investigação está em andamento. Quem tinha a guarda da criança Samylle Valentina tinha uma irmã de nove anos de idade. As duas passaram a ser acompanhadas pelo Conselho Tutelar em abril de 2025, após denúncias de abuso sexual do pai da menina contra a meia-irmã. Na ocasião, ambas foram encaminhadas para a casa dos avós maternos. Meses depois, em outubro de 2025, a guarda de Samylle voltou para a mãe, de forma compartilhada com o pai. Em julho deste ano, a tia informou ao Conselho Tutelar que a menina estaria sem os cuidados adequados da mãe. Ela recebeu um termo de responsabilidade e buscava, na Justiça, obter a guarda definitiva da sobrinha. Poucos dias antes da morte, havia procurado a Defensoria Pública para tratar do assunto. O que falta saber Os laudos periciais devem esclarecer pontos considerados essenciais para a investigação. Os exames também devem indicar se os ferimentos foram causados de forma intencional e ajudar a reconstituir o que aconteceu nas horas que antecederam a chegada da menina à UPA. A polícia busca determinar a causa da morte de Samylle, identificar quando as lesões foram provocadas e verificar se houve violência física, sexual ou ambas. Outro foco do inquérito é identificar os responsáveis pelas agressões constatadas pelos profissionais de saúde. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

FONTE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/08/19/o-que-falta-saber-sobre-caso-de-menina-de-4-anos-que-chegou-morta-a-upa-no-rs.ghtml


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