RS tem 12 mil medidas protetivas ativas e monitora 900 agressores com tornozeleira: 'Se for necessário, vamos expandir', diz Leite

  • 02/03/2026
(Foto: Reprodução)
RS tem 12 mil medidas protetivas ativas e monitora 900 agressores com tornozeleira O governo do Rio Grande do Sul afirma que monitora mais de 900 agressores com tornozeleira eletrônica, enquanto o estado possui cerca de 12 mil medidas protetivas ativas. Mesmo com esse número, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontou que, em 2024, das 52 mulheres mortas no Brasil que tinham medida protetiva de urgência em vigor, 14 morreram no RS, o que corresponde a 27% do total. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Em entrevista à RBS TV, o governador Eduardo Leite detalhou as estratégias do governo para enfrentar a violência, que já vitimou 20 mulheres no estado somente em 2026. Ele admitiu a complexidade do cenário e defendeu que o combate ao problema exige uma mudança de cultura. "A gente precisa mudar culturalmente essa compreensão que as pessoas têm de eventualmente ver uma briga de um casal e a história aquela do 'em briga de marido e mulher não se mete a colher'", afirmou. Para o governo, o principal desafio é fazer o Estado tomar conhecimento do risco, mesmo com uma estrutura que inclui atendimento municipal e ações com participação da Brigada Militar e da Polícia Civil. A promessa é aprimorar a cooperação para identificar casos mais cedo e agir de forma coordenada na proteção da vítima. ✊ Como denunciar violência contra a mulher no RS Conheça histórias de quem quebrou o silêncio e incentivou outras a denunciar agressores Um novo mapa da rede de enfrentamento à violência contra a mulher, lançado pelo Ministério Público do RS, expõe "buracos" na cobertura de serviços. A plataforma interativa mostra que regiões como o Litoral Norte e o Vale do Paranhana não possuem nenhuma Delegacia da Mulher. O governo reconhece que os casos estão distribuídos pelo estado e sustenta que não é possível ter delegacia especializada da mulher em cada um dos 497 municípios. A estratégia, segundo Leite, é qualificar o atendimento também onde não há unidade especializada. Leite disse que, além de proteger a mulher, o Estado precisa “ir para cima do agressor”, com acompanhamento e intervenção. Entre as iniciativas, ele citou grupos reflexivos e atendimentos psicológicos para homens identificados como agressores, incluindo violência psicológica, com foco em reduzir reincidência. Denuncie violência doméstica Se a ocorrência estiver em andamento, a vítima de violência ou qualquer pessoa deve ligar para o 190, o número da Brigada Militar. Se a violência já aconteceu, a vítima deve ir na Delegacia da Mulher ou em qualquer delegacia para fazer o boletim de ocorrência e pedir medidas protetivas (localize uma delegacia aqui). Também é possível registrar uma ocorrência e pedir medida protetiva pela Delegacia Online. A Central de Atendimento à Mulher funciona 24 horas pelo 180. A Defensoria Pública atende pelo telefone 0800-644-5556 e dá orientações sobre direitos e consulta a advogados. O sinal de socorro foi criado durante a pandemia por uma fundação canadense de apoio às mulheres, para que a vítima peça ajuda sem que o agressor perceba Reprodução/RBS TV RS tem 12 mil medidas protetivas ativas e monitora 900 agressores com tornozeleira: 'Se for necessário expandir, vamos expandir', diz Leite Reprodução/RBS TV VÍDEOS: Tudo sobre o RS

FONTE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/03/02/eduardo-leite-medida-protetiva-monitoramento-violencia-contra-mulher-feminicidios-rs.ghtml


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