Sobrevivente brasileiro do 11 de setembro é filho de ídolo do futebol e desceu 25 andares de escada

  • 11/09/2026
(Foto: Reprodução)
Larry Pinto de Faria Jr. em entrevista ao Globo Repórter de 14 de setembro de 2001 Reprodução/Memória Globo Quando a Torre Norte do World Trade Center foi atingida por um avião, um brasileiro que trabalhava no 25º andar deixou o escritório e iniciou a descida pelas escadas de emergência. O economista é filho de Larry Pinto de Faria, ídolo do Sport Club Internacional e campeão Pan-Americano com a Seleção Brasileira de futebol em 1956. O atentado completa 25 anos nesta sexta-feira (11). Natural de Porto Alegre, Larry Pinto de Faria Jr. havia se mudado para Nova York em fevereiro de 1999 e começou a trabalhar no World Trade Center no ano seguinte. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Responsável por operações financeiras no horário brasileiro, o economista estava havia pouco mais de uma hora na Torre Norte quando ouviu um estrondo e sentiu a estrutura balançar. Ele atendia um cliente por telefone e viu destroços caindo do lado de fora. A Torre Norte tinha 110 andares. O avião atingiu o edifício entre os andares 93 e 99, enquanto Larry estava no 25º andar. Drones formam silhueta das Torres Gêmeas em NY pelos 25 anos do 11 de Setembro "Foi um barulho ensurdecedor e uma pancada muito grande no edifício. Quando deu a pancada, o prédio fez um pêndulo até se ajeitar. Eu olhei para o colega que estava do lado e falei: 'vamos embora, que isto aqui vai cair'", recordou em entrevista ao g1 em 2021. Sem saber que um avião de grande porte havia atingido o prédio, Larry deixou o escritório e seguiu para as escadas de emergência. Alguns colegas acreditavam que uma bomba havia explodido, porque o World Trade Center já havia sido alvo de um atentado em 1993. "A descida foi muito tranquila, muito tranquila. Se as pessoas estavam muito assustadas? Olha, a descida me lembrou uma derrota do Inter no Beira-Rio. Descemos todos sem falar com ninguém, todo mundo quietinho, sem nenhuma pessoa passar na frente da outra. Não tinha pânico", afirmou. Aviso por telefone Larry em casa, nos Estados Unidos, falando ao telefone em reportagem do Globo Repórter Reprodução/Memória Globo Durante o trajeto, Larry voltou a falar com o cliente que atendia no momento do impacto. Foi nessa conversa que recebeu a informação de que uma aeronave havia atingido o World Trade Center, embora ainda não soubesse as dimensões do avião nem a extensão do ataque. "Ele disse: 'olha, Larry, foi um avião que bateu no prédio de vocês, acho que não é terrorismo'. Foi exatamente isso que ele me disse", contou em 2021. Ao terminar a descida, o economista encontrou água no piso do térreo e partes do forro que já haviam caído. Os elevadores estavam parcialmente destruídos, e um dos equipamentos havia sido lançado para fora do edifício. "Antes de sair do prédio, a polícia estava nos orientando a proteger a cabeça porque estava caindo muita coisa do prédio, inclusive pessoas", relatou. "Medo mesmo, pavor, eu só tive em um momento. Quando eu saí caminhando, só olhei para cima e vi aquela torre grande caindo no meio dos escombros. Comecei a correr, porque estava muito próximo do prédio. Se tivesse caído na minha direção, eu teria morrido. Mas como ele caiu sobre si mesmo, só fui atingido por aquela nuvem de fumaça. Imagina: um prédio de 100 e tantos andares caindo e eu estava do lado dele." Larry conhecia e convivia com algumas das vítimas dos ataques. Um colega de empresa tomava café no restaurante Windows on the World, localizado nos andares 106 e 107 da Torre Norte, acima do ponto atingido pelo avião. Também morreram 86 funcionários de uma empresa na qual o brasileiro havia trabalhado anteriormente. "Eu achei, naquele momento, que tinha acabado tudo. A empresa tinha desaparecido. O negócio, não tinha absoluta ideia do que iria acontecer. Mas acabou tudo voltando ao normal depois de um tempo", comentou. Filho de ídolo colorado Larry Pinto de Faria, ex-jogador do Sport Club Internacional, morto em 2016 Genaro Joner/Agência RBS Larry Pinto de Faria Jr. é filho de Larry Pinto de Faria, ídolo do Sport Club Internacional e campeão Pan-Americano de futebol com a seleção brasileira em 1956. Pelo clube gaúcho, marcou 176 gols em 260 partidas. Conhecido como "O Cerebral", Larry ficou marcado por seus gols contra o Grêmio, principalmente no primeiro Gre-Nal do Estádio Olímpico, quando fez quatro dos seis gols colorados na partida, vencida pelo Inter por 6 a 2. O ex-jogador e ex-deputado estadual morreu em 2016, aos 83 anos, devido a uma pneumonia VÍDEOS: Tudo sobre o RS

FONTE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/09/11/quem-e-sobrevivente-brasileiro-do-11-de-setembro.ghtml


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